segunda-feira, 9 de junho de 2014

O valor de cada um

Por: Allyne Pires


Ele lá, parado, esperando.
Começa a ouvir alguém murmurando, pedindo, explicando.
- Siga. Isso que um terço de mim representa. Tão vibrante. Aliás, é praticamente a única parte de mim que vocês sabem respeitar mesmo, então, tanto faz. Só vejo borrões passando em baixo de mim, essas coisas passam como se eu nem existisse, quando mudo para outro um terço de mim quero que tenham cuidado, atenção, mas parece que a maioria não me vê.
Não entendendo a murmuração, e nem de onde estava vindo começou a olhar para todos os lados apenas com a cabeça, sem mexer o corpo.
Começou a escutar a outra

quinta-feira, 6 de março de 2014

Amar, verbo intransitivo (Mário de Andrade)

Foto/Arte: Allyne Pires
Amor é fogo que arde sem se ver,
é ferida que dói, e não se sente;
é um contentamento descontente,
é dor que desatina sem doer.

É um não querer mais que bem querer;
é um andar solitário entre a gente;
é nunca contentar-se de contente;
é um cuidar que ganha em se perder.

É querer estar preso por vontade;
é  servir a quem vence, o vencedor;
é ter com quem nos mata, lealdade.

Mas como causar pode seu favor
nos  corações humanos amizade,
se tão contrário a si é o mesmo Amor?
(Amor é fogo que arde sem se ver – Luís Vaz de Camões)


Eu não sei decifrar o que é o amor. Há tantas definições sobre o verbo amar, o substantivo amor, e tantas outras classificações grama

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Infinita jornalista

Por: Gabriel Bonafé

Aos 17 anos, Allyne Pires deixava o escotismo de lado para dedicar-se ao cursinho da Poli. Era 2009 quando abdicou o Grupo Escoteiro Corrente, no qual atingiu o nível máximo da Tropa Escoteira, a Lis de Ouro, em cinco anos de atividade. Para a vida profissional, nada de descontração. A ideia era estudar jornalismo.

Antes de escolher a profissão da imprensa, Allyne sonhava em ser médica — ora inspirada por desejos inexplicáveis da infância, ora inspirada por um seriado que assistia. A escolha não agradava aos pais, que advertiam a filha sobre a rotina árdua. Jornalismo não é alternativa à um cotidiano corrido (pelo contrário), mas os textos elogiados da Allyne durante o ensino fundamental foram circunstanciais para os primeiros passos do interesse na área. Ela conta que sempre teve apoio familiar, apesar dos receios pelas aventureiras escolhas. Educada para fazer o melhor de si, desfruta da meritocracia.

O sacrifício do hobby não foi o único. Allyne não conseguiu passar no vestibular da USP. Em 2010 o plano foi tentar uma bolsa pelo Programa Universidade Para Todos (ProUni), por meio do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O cursinho no Objetivo ajudou Allyne a garantir o sucesso da estratégia. Em 2011, ingressou na turma matutina de jornalismo da Universidade Cruzeiro do Sul. Para isso, Allyne teve que enfrentar o que ela classifica como o pior ano de sua vida, mas com um adendo: “pior no sentido de rotina, em questões de amadurecimento foi o melhor”, relembra.

Entre o segundo e o terceiro ano de vida acadêmica, Allyne foi representante da turma e desenvolveu sua iniciação científica entre o primeiro e segundo ano — a única da turma a desenvolver até então. No trabalho, analisou nove matérias do jornal Folha de S. Paulo que falavam sobre desrespeito às leis de trânsito. Estudou Kant e Foucault para argumentar a respeito de cidadania, ética e moral. No âmbito da linguagem utilizada pela Folha, utilizou as autoras Koch e Elias e o autor Bakhtin.

No projeto experimental dos seus colegas de classe, a Agência Hipertexto — portal online com conteúdo jornalístico laboratorial —, a estudante sempre teve interesse em fazer parte da coordenação e moderação, mas não sabia como se envolver. Por sorte, foi convidada por uma das idealizadoras do projeto, Flávia Serralvo. O cargo é seu até hoje.

Allyne fez seu primeiro estágio na assessoria de imprensa do Procon-SP, conquistado pela prova da Fundap. Mais tarde conseguiu uma vaga concursada no Ministério Público do Trabalho, também como estagiária da assessoria de imprensa. Sonhadora, Allyne tem aspiros variáveis. Já chegou a querer apenas prestígio no mercado jornalístico. Hoje gostaria de trabalhar em uma redação simples, como aquelas de jornais de bairro. Também quer ser cronista da Folha. O texto opinativo em questão é seu favorito, cujo qual ganha palavras com um simples observar no ônibus. Com 22 anos, Allyne mostra que sonho é pragmático quando combinado com empenho.

domingo, 27 de outubro de 2013

Campo de Libra e a promessa de educação*

Como um leilão que apenas um grupo aparece pode ser visto como bem sucedido? Ainda que um lance mínimo possua seus lucros, não é de se esperar que tenha sido um sucesso. Tal

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Táxi elétrico é opção para paulistanos desde 2012

Parceria entre Prefeitura, Nissan, Eletropaulo e Adetax faz 10 táxis elétricos circularem pela capital paulista
Por: Allyne Pires

Os táxis circulam pela capital de segunda a sexta-feira.
Foto: Divulgação/Adetax

“Ando até mais devagar quando estou com o táxi elétrico, para deixar mais gente bater fotografias com seus celulares”, afirma o taxista. O Projeto Piloto de Táxi Elétrico de São Paulo deu-se início no dia 6 de junho de 2012, com dois veículos. Uma parce

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Uma dose não terminada - Parte 2*

Por: Allyne Pires

*Ressalto que para o entendimento deste conto não é necessário ter lido a Parte 1*

- Ah! Nem acredito. Me belisca.
- Para, cara! Ahahaha. É verdade, chegou sua hora. Nossa, você vai ver como sua vida vai mudar. Para melhor, viu. Ter alguém que se ama em casa e poder dormir junto toda noite... Mesmo nos dias em que

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Boa viagem! - Carta a um amigo

Eu, hoje, choro. Lágrimas que insistem em cair dos meus olhos não são apenas de tristeza. Essas, são também, e principalmente, de alegria. Alegria por ver um de meus melhores amigos realizando um de